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Pedágios – a retomada e o risco.

Recentemente ocorreram audiências públicas onde foram muitas as ponderações e posicionamentos das mais diversas e notórias autoridades paranaenses que se fizeram ouvidas.
Estamos diante de uma pauta que se atrasa por mais de 25 anos, com abusos nas cobranças, não cumprimento contratuais, falta de fiscalização, sem cobranças efetivas pela não entrega de obras, etc….
Valores: Estamos com as cicatrizes pela formatação imposta na década de 90. Os estudos à época, levava em consideração uma frota de 7,5 milhões de eixos e, fechamos 2018 com mais de 18 milhões de eixos, restando evidente que não consideraram o potencial crescimento da frota.
Diante de tantos desencontros (números de eixos, valores de pedágios, obras não acabadas e muitas nem iniciadas), tornou-se imprescindível que novas medições fossem feitas e, que as projeções de crescimento de frota passem a constar do fluxo de caixa (futuro). Os estudos constantes dos projetos apresentados estão muito defasados e, esta incoerência tende a favorecer uma maior precificação dos pedágios, além de facilitar adiamentos nas entregas de obras.
Observem que, tendo como viés a busca pela duplicação do trecho Paranavaí x Nova Londrina, a medição do fluxo de veículos (eixos), quando da recontagem de veículos e eixos realizada de 20 a 26/Fev/2022 (patrocinada por 10 empresas) apontou a média de tráfego de 23.368 diariamente contra os 11.770 que a ANTT considerou em 2019, ou seja, mais que o dobro. Essa constatação, além de dar cabimento ao pleito da duplicação, chama a atenção para que sejam feitas novas medições, em todos os demais trechos sob concessão, potencializando a redução de tarifas e ajustamento no calendário de entrega de obras constantes do pacote sob concessão.
Colegas da SOCIPAR, se não nos posicionarmos com firmeza, calibrando e cobrando o peso das responsabilidades, estaremos caminhando para mais 30 anos de frustrações ante o oportunismo que se avizinha, com pedágio caro, obras não entregues, acertos e conluios.
Pendências – A maioria absoluta da população paranaense não sabe que, dos 855 km que deveriam estar duplicados, apenas 437 (51%) o foram, e dos 377 km de terceiras faixas, apenas 213 foram feitas, sem contar alguns elevados, vias laterais e viadutos. Um verdadeiro afronte com nosso dinheiro.
Onde estão: Fiscalização? Ministério Público? Secretarias de governo, DNIT…. parlamentares? E as auditorias independentes que foram contratadas? Para que e o que fizeram com os apontamentos?
Independentemente do observado, compete-nos cobrar por essas obras inacabadas, não entregues. Como estão as cobranças deste passivo?
O desinteresse pelo processo licitatório, da forma como foi no passado, não pode se repetir. Já não vivemos a falta de informações como a 25 anos, situação que favoreceu oportunistas que buscavam receitas fartas, sem o mínimo de interesse pela coletividade.
Somos a favor do pedágio. Mas apreço justo.
Fonte: Antonio João Furquim
Membro SOCIPAR




25/05/2022 – Muleka FM

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